sábado, 27 de novembro de 2010

Cassini detecta oxigênio em lua de Saturno

Cassini detecta oxigênio em lua de Saturno


Cassini detecta oxigênio em lua de Saturno

A sonda espacial Cassini detectou uma atmosfera muito tênue, conhecida como exosfera, na lua Reia, de Saturno.

A atmosfera contém oxigênio e dióxido de carbono.

A lua Reia tem 1.528 km de diâmetro. A imagem foi captada a uma distância de aproximadamente 30.000 km.

Oxigênio em outros mundos

Esta é a primeira vez que uma sonda espacial registra diretamente uma atmosfera contendo moléculas de oxigênio em um mundo além da Terra.

Medições de oxigênio em outros corpos celestes, feitas anteriormente, haviam sido baseadas em imagens de telescópios, como o Hubble.

A descoberta ainda não é capaz de colocar Reia como um alvo mais interessante do que outras luas de Saturno, como Encélado, onde já foram detectados ingredientes da vida, ou Titã, onde cientistas acreditam que pode haver alguma espécie de vida.

Isto porque a "atmosfera de oxigênio" é muito tênue - as medições indicam uma concentração de oxigênio 5 trilhões de vezes menor do que o oxigênio presente na atmosfera da Terra.

Além disso, o oxigênio gerado na Lua parece ser constantemente perdido para o espaço.

Oxigênio extraterrestre

O oxigênio em Reia parece surgir quando o campo magnético de Saturno gira sobre a lua.

Partículas energéticas presas no campo magnético do planeta salpicam a superfície da lua, que é coberta por gelo de água, causando reações químicas que decompõem a superfície e liberam oxigênio.

A fonte de dióxido de carbono ainda é uma incógnita.

"Os novos resultados sugerem que a química ativa e complexa envolvendo o oxigênio pode ser bastante comum em todo o Sistema Solar e até mesmo no universo," disse Ben Teolis, da equipe da sonda Cassini. "Essa química pode ser um pré-requisito para a vida. Todas as evidências coletadas pela Cassini indicam que Reia é muito fria e desprovida da água em estado líquido necessária para a vida como a conhecemos."

Outros cientistas, contudo, já especulam sobre formas exóticas de vida no espaço , diferentes da vida que conhecemos.

Fonte

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Sonda japonesa traz partículas de asteroide para Terra

Hayabusa terminou uma missão de sete anos no espaço em junho

Jaxa/AFP

A Jaxa (agência de exploração espacial japonesa) anunciou ter confirmado a presença de 1.500 partículas de asteroide em amostras tiradas pela sonda Hayabusa, que fez uma viagem de sete anos pelo espaço. É a primeira vez que matérias tiradas diretamente de um objeto do espaço que não seja a Lua são trazidas à Terra.

As 1.500 partículas são todas muito pequenas, o que exige tecnologias especiais para análises mais avançadas, explicou a agência. Agora, os cientistas vão usar esses dados para buscar pistas sobre a formação da Terra e do Sistema Solar.

Também analisarão o que poderá ser feito caso o planeta corra o risco de ser destruído pelo impacto de um asteroide (objetos espaciais metálicos e rochosos que fazem sua órbita em torno do Sol, mas são muito pequenos para serem considerados planetas).
A cápsula com o conteúdo das partículas foi recuperada em junho passado no deserto australiano, após ter sido largada pela sonda Hayabusa, durante o retorno à Terra. A sonda desintegrou-se na atmosfera, concluindo uma viagem de sete anos e 6 bilhões de km percorridos no espaço.

A sonda, lançada em 2003, aterrissou em 2005 em um corpo celeste denominado Itokawa, cuja idade é de vários milhões de anos, com a missão de recolher matéria para estudo.

Em seguida, a sonda foi obrigada a superar inúmeros problemas técnicos, entre eles a gravidade fraca presente na superfície do pequeno asteroide. Dificuldades de telecomunicações com a sonda, avarias nos motores, baterias e outros equipamentos forçaram os técnicos a adiar por três anos sua volta, com a viagem se transformando em verdadeira odisseia.

FONTE

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Astrônomos conseguem fazer 'fotos de infância' de um buraco negro

Astrônomos conseguem fazer 'fotos de infância' de um buraco negro

Nasa/AP

Cientistas podem ter obtido imagens de um buraco negro recém-saído de seu parto violento.

Depois de observar uma estrela próxima explodir como supernova em 1979, astrônomos acreditam agora que a morte estelar não foi do tipo comum. A explosão foi grande o suficiente para produzir um buraco negro. Os pesquisadores acreditam que foi mesmo isso o que ocorreu porque alguma coisa está consumindo os vestígios gasosos da estrela destruída.

Nos últimos 30 anos, desde que a luz da explosão da estrela chegou à Terra, buraco negro bebê comeu o equivalente a uma massa terrestre, disse o astrofísico Avi Loeb, da Universidade Harvard. Ele é coautor do artigo publicado no periódico New Astronomy a respeito da descoberta.

Em escala cósmica, a massa da Terra não é muita coisa para comer, mas do nosso ponto de vista é algo espantoso, disse a astrofísica Kimberly Weaver, da Nasa.

Buracos negros são regiões distorcidas do espaço onde a matéria atinge um estado tão denso que nada - nem mesmo a luz - é capaz de escapar. Nesse caso, o que os cientistas observam é a energia liberada pela matéria que é acelerada ao cair na direção do abismo.

Ao continuar a seguir o "recém-nascido" - que está a 50 milhões de anos-luz - astrônomos poderão aprender mais sobre a evolução desse tipo de fenômeno. De acordo com outro autor do estudo, Dan Patnaude, também será possível determinar quanto material sobrou da explosão da estrela.

Esse buraco negro tem cerca de cinco vezes a massa do Sol, e a estrela que o originou tinha talvez 20 massas solares.

As imagens foram feitas pelo Telescópio Espacial Chandra de Raios X. Existe uma explicação alternativa para o fenômeno observado: o nascimento de uma nuvem de vento de pulsar, como a nebulosa do Caranguejo. Mas Patnaude acredita que o buraco negro é mais provável.

domingo, 14 de novembro de 2010

Mistério no céu do Tauá assusta moradores

Duas novas aparições essa semana em Santo Antônio

Na última quarta-feira, 10, a equipe do DIÁRIO esteve nas localidades de Tracuateua da Ponta, Santa Rita e Trombetas e conseguiu um novo relato de aparições de um Ovni ocorrido na semana passada. O outro avistamento foi o de um casal de irmãos adolescentes. Na primeira aparição dos OVNIs, eles estavam no carro da família e foram seguidos por quase cinco minutos por uma das aeronaves. Eles puderam observar com detalhes a base da suposta nave. Até hoje os dois irmãos não conseguem esquecer o que ocorreu e só dormem na companhia dos pais.

A família Barata estava reunida na varanda da casa de Terezinha Barata, avó de Marison Luan Barata Rabelo, de 13 anos, e Luciane da Costa Barata, de 15, montando uma árvore de Natal e conversando. No primeiro contato, a mãe dos adolescentes ficou relutante em deixar que eles falassem sobre o fato ocorrido em 25 de outubro. “Muita gente não acredita e eles pode ser tratados como mentirosos. Além disso, meu filho é menor e não pode dirigir o carro”, argumentou Luciane Rabelo, de 32 anos.

A família de evangélicos não esquece o que ocorreu e recorda como os dois irmãos chegaram à casa. “Eles estavam muito assustados, nervosos. Até hoje eles não conseguem dormir sozinhos. Têm de dormir comigo e meu marido”, afirma a mãe.

Meio ressabiados, os dois irmãos relataram o que viram naquela noite. “Pensamos que era um avião que ia cair, porque estava muito baixo. Vinha pelo meio das árvores descendo. Paramos o carro e vimos ele levantar de novo. Eu vi um ‘x’ torto embaixo da nave. De longe, parecia um ônibus cheio de luzes. Aí desceu com tudo na mata. Estava em cima das árvores, longe, uns 50 metros do carro”, recorda Luciane. “Ele foi se aproximando da estrada. Era arredondado embaixo com luzes do lado que ficavam vermelhas, azuis e amarelas. Era muito maior que o carro. Deu duas voltas em torno do carro e quando ia dar a terceira volta desligamos o motor. Eu disse pro meu irmão para irmos embora. Daí ele sumiu de repente. Quando chegamos aTracuateua, várias pessoas estavam fora de casa vendo as naves”.

O mais recente avistamento ocorreu na última segunda-feira, 8. O microempresário Ronaldo Silva Souza, de 32 anos, conta que vinha fazendo brincadeiras e “encarnando“ em amigos e moradores da Vila dos Remédios. “Esse pessoal tá ficando é doido”, dizia. “Parece que não sabe o que é um avião”, falou para um amigo. Eu estava achando que era mentira, que queriam aparecer”, frisou Ronaldo. Mas o que ocorreu na noite da última segunda-feira dificilmente ele vai esquecer.

Ronaldo vinha para Belém e combinou com um amigo, Nazareno, para levá-lo até Santo Antônio do Tauá, onde pegaria um ônibus para Belém. Eram por volta das 18h30 e choveu no caminho. Pararam em uma área coberta e depois seguiram viagem. “Estavamos na estrada do ramal do 23 e vínhamos conversando. Já era quase 19h. Uma hora, virei o rosto pro lado para poder ouvir o que ele estava falando. Quando olhei para as árvores, vi aquele negócio”, relembra Ronaldo.

O microempresário se assustou e avisou Nazareno. “Vi o objeto fixo no meio da copa das árvores. Tinha um foco forte e luzes que mudavam de cor. Não era helicóptero, Ficamos com medo, nos afastamos e esperamos ver se subia ou travessava a estrada. Mas não vimos mais nada, nem o tamanho.

Aparições diferentes do Chupa-Chupa

Para o ufólogo Daniel Rebisso, os casos de 1977 e 1978 em Colares e outras cidades fazem parte da fenomenologia ufológica. Porém, ele ressalta que os relatos atuais são outros, comparados aos ocorridos 33 anos atrás. Ou seja: não ocorreram fatos semelhantes ao fenômeno Chupa-Chupa. “Essa região faz parte desse cenário de avistamentos. Mas hoje está tudo globalizado. Se ocorresse algo como em 77, todo mundo saberia. A coisa seria difundida rapidamente. Isso tudo [aparições] não deve se fixar na materialidade, e sim na impressão espiritual de quem a vivencia. Hoje há muitos vídeos na internet. Mas quando há muitos detalhes, engenharia, a gente sabe que não são fenômenos ufológicos. O pensamento deles é muito diferente”, argumenta Rebisso.

Daniel diz que alguns estudiosos da ufologia apostam que os OVNIs e seus supostos tripulantes estão aqui para nos observar, ver as mudanças e a evolução do homem. “Desde 1950, após a Segunda Guerra Mundial, eles têm aparecido sempre de forma evasiva, sem muito contato. Não se deixam tocar”, destaca.

“São sinais no céu. Temos Nostradamus, 2012 chegando [há uma profecia do povo Maia que diz que em 2012 ocorrerá um grande cataclisma que destruirá a Terra]. Pode ser o sinal que alguma coisa está por vir. Mas o que vale muito mais que uma foto é a experiência de cada um. Eles estão querendo suscitar questionamentos e preparar os homens para dizer que não estamos sós no universo”, conclui.

A assessoria da Aeronáutica foi contatada para emitir uma nota, via e-mail, sobre a movimentação de aeronaves sobre Santo Antônio do Tauá no dia 25 de outubro. Até o fim da edição de ontem não houve resposta.

ENTENDA O CHUPA-CHUPA

O município de Santo Antônio do Tauá fica a 36 quilômetros da sede de Colares, município paraense que ficou famoso no após os relatos de um fenômeno ufológico ocorrido nos anos de 1977 e 1978, conhecido como Chupa-Chupa - o apelido dado pela população paraense às ocorrências de supostos ataques de extraterrestres ocorridos em Colares. As vítimas do Chupa-Chupa relatavam que feixes de luz disparados por OVNIs machucavam as pessoas. As lesões se assemelhavam com “furos” feitos por queimaduras. Muitos dos ataques ocorriam mais de uma vez ao dia. Daí a expressão “Chupa-Chupa”.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Astrônomos descobrem bolhas gigantes na Via Láctea

Marcas podem ser resíduos de um buraco negro no coração da galáxia

Nasa
As bolhas, que teriam vários milhões de anos, se estendem sobre mais da metade da base da Via Láctea


Duas misteriosas bolhas gigantes, que estão unidas e emitem raios gama, foram descobertas no centro da nossa galáxia, a Via Láctea, anunciaram astrônomos americanos nesta terça-feira (9).

As bolhas, que abrangem 50 mil anos-luz (distância percorrida pela luz em um ano no vácuo), podem ser resíduo da erupção de um buraco negro gigante no coração da galáxia.

Doug Finkbeiner, astrônomo do centro de astrofísica da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, disse que as causas exatas do aparecimento das bolhas são incertas.

- O que observamos são duas bolhas que emitem raios gama e que se estendem por 25 mil anos luz, respectivamente, ao sul e ao norte do centro da Via Láctea, e que não compreendemos totalmente sua natureza e origem.

As bolhas, que teriam vários milhões de anos, se estendem sobre mais da metade da base da Via Láctea, da constelação de Virgem à constelação de Grou.

Finkbeiner e seus colegas Meng Su e Tracy Slatyer, ambos de Harvard, se basearam em dados acessíveis ao público obtidos a partir do telescópio Fermi, lançado em 2008 pela Nasa (agência espacial americana).

Esse telescópio espacial é mais sensível às emissões de raios gama graças a um detector de altíssima definição, que varre o céu a cada três horas.

Os astrofísicos continuam analisando o fenômeno para tentar compreender melhor sua origem.

As bolhas emitem as radiações gama mais poderosas já detectadas na Via Láctea, segundo os pesquisadores. O trabalho da equipe será publicado na revista científica Astrophysical Journal.

FONTE